Como a experiência do usuário influencia o ranqueamento

como-a-experiencia-do-usuario-influencia-o-ranqueamento-(1000-palavras)3182Já houve o tempo em que o foco dos donos de sites era projetar sua estrutura para os mecanismos de buscas, ou seja, para os robôs. O algoritmo do Google com o tempo evoluiu e hoje a própria empresa recomenda que gestores, produtores de conteúdo, designers e outros profissionais envolvidos projetem seus sites com o foco mais no público e menos em SEO. É aí que entra a importância da experiência do usuário ou user experiencie (UX).

Experiência do usuário é um conceito criado para definir o nível de satisfação das pessoas enquanto interagem com seu site, produto ou serviço. UX está em todos os pontos de contato da marca com o consumidor, desde o primeiro acesso ao seu site, passando pela navegação, pelo relacionamento, pelo atendimento, pela compra até o uso das suas ofertas.

Relação entre experiência do usuário e SEO

Como o Google e os outros mecanismos de busca se dedicam a aprimorar a experiência do usuário, certamente esse será um fator determinante para qualquer site que queira aparecer entre os primeiros resultados.

Apesar de o UX ter um foco mais humano e o SEO mais técnico, os dois devem se alinhar em um mesmo objetivo: atender e/ou superar as expectativas do público em relação à navegação, à experiência e à usabilidade do site.

Como o User Experience é um conceito muito abrangente, vamos desbravá-lo em partes importantes que interferem nas preferências das pessoas e no desempenho nas buscas. Confira!

Coloque-se no lugar do usuário

Essa é a premissa básica para quem trabalha com UX. A ideia é pensar como uma pessoa comum, que pode ter interesses em seus produtos e serviços, acessa seu site em diferentes modos.

O público não necessariamente estará sentado em frente a um computador. Ele pode tentar se conectar em alguma de suas páginas pelo smartphone, pelo tablet, na rua, no transporte público, estudando ou no trabalho.

A ocasião não importa. O que deve ser levado em conta é o quanto seu site é bom para ser navegado em diversas telas e contextos.

Que tal você mesmo usar seu site? Veja se o caminho até finalizar uma compra não tem complicações, se o texto é fácil de ser lido, se os botões estão bem posicionados, entre outros detalhes.

Crie um site amigável para dispositivos móveis

A princípio, ter um site bem estruturado e com navegação agradável para usuários oriundos de dispositivos móveis já era um diferencial importante. Só que, em 2015, esse passou a ser um detalhe relevante para o ranqueamento de sites no Google.

A empresa lançou uma atualização chamada de mobile-friendly e que passou a privilegiar sites que tenham o conteúdo otimizado para dispositivos móveis. Esse update afetou apenas as buscas realizadas via mobile.

Ter um site mobile ou com design responsivo é um bom começo, mas não é tudo. É importante evitar extensões que não são comuns em dispositivos móveis, como o flash; ajeitar a estrutura do site para evitar zooms e rolagens horizontais; cuidar do tamanho do texto para que ele seja legível; usar imagens em tamanhos compactados e posicionar botões e links afastados entre si para evitar toques involuntários.

Produza conteúdo de qualidade

O bom conteúdo é aquele que resolve o problema ou a dúvida da sua persona. Logo, ele é relevante e útil, além de agregar algum conhecimento ao usuário e de poder levá-lo a uma conversão.

Esses são motivos suficientes para mostrar como são importantes para as pessoas. Se elas aprovam esse conteúdo, é natural que fará com que suas páginas se posicionem melhor nas buscas.

É bom que seu conteúdo seja completo, fácil de ler, com parágrafos curtos, letras bem visíveis, com imagens, sendo objetivo para os mais entendidos no assunto e mais detalhado para os que querem aprender. Você poderá chamar a atenção de outros sites que poderão redirecionar links para a sua página.

Vale salientar que apesar da importância dos textos, por serem mais fáceis para os robôs do Google lerem, você pode — e deve — trabalhar com outros formatos, como infográficos, vídeos e podcasts.

Indicadores de desempenho

O Google, por exemplo, para comprovar o bom desempenho de uma página, irá avaliar o tempo de permanência no site, as palavras-chave usadas nos títulos, subtítulos e durante o texto, se o conteúdo é duplicado ou não, o número de visitas (ou visualizações, em caso de vídeos) e a quantidade de interações sociais (comentários na página, curtidas e compartilhamentos nas mídias sociais).

Se o conteúdo atende às necessidades de quem acessa, o algoritmo do Google interpretará os sinais enviados (intencionalmente ou não) pelos usuários e posicionará melhor o seu site.

Melhore a velocidade do site

O tempo de abertura de um site pode ser impactante na experiência do usuário. Segundo dados da Kissmetrics, 47% dos consumidores esperam que os sites abram em 2 segundos ou menos e 49% de quem acessa por dispositivos móveis estão dispostos a esperar no máximo 10 segundos.

Os números só reforçam como os usuários e o Google são exigentes quanto a isso. Por isso, é importante contar com bons servidores e com imagens em tamanhos menores, compactar javascripts e CSS, evitar o uso de flash e muitas outras diretrizes que você pode avaliar em seu site usando uma ferramenta disponibilizada pelo próprio Google: o Page Speed Insights.

Evite o excesso de anúncios

O exagero na veiculação de propaganda em uma página claramente atrapalha a navegação dos usuários. Reflexo disso é uma atualização no algoritmo do Google chamado de Top Heavy, que passou a penalizar os sites que exibem muitos anúncios e prejudica a experiência de uso do público. Outro fato foi a popularização no uso dos bloqueadores de anúncios, como o AdBlock.

Vender espaços no site para fazer propaganda não é algo ruim, mas precisa ser planejado com cautela para que as pessoas não se percam em meio a navegação. Quando bem desenhado e posicionado, o anúncio não prejudica a usabilidade da página e ainda pode gerar boas conversões e receitas.

Invista em um design intuitivo e simples

Essas duas características são importantes para que as pessoas explorem o seu site e cheguem até seus objetivos sem dificuldades. O propósito é projetar um design que seja fácil de navegar até mesmo para quem não tem o costume de comprar em lojas virtuais.

Ser intuitivo é facilitar a vida do usuário. Se ele entra em um e-commerce de moda masculina e procura por bermudas, é importante que ele tenha um campo de pesquisa, um menu lateral com a opção encaixada e subdividida em categorias e, quando realizar a busca, ter as imagens dos modelos, as opções de ver mais detalhes, de conversão etc.

Ser simples é evitar o excesso de informação em momentos inoportunos. Por exemplo, se um usuário está lendo um blog post, ele não precisa de muitos banners, gráficos e outras coisas na lateral da página que prejudiquem a sua leitura.

Influencie o ranqueamento com a experiência do usuário

Os detalhes técnicos que envolvem o SEO de um site, como palavras-chave, link building e títulos continuam sendo muito importantes. Eles devem complementar uma estrutura que deve ser pensada primeiramente no ser humano, no consumidor que acessa a página e mantém um nível de satisfação alto com a experiência vivenciada.

Preocupe-se em entregar um site fácil de navegar, de compreender as informações, de buscar itens e que o usuário saia engajado e com seu objetivo cumprido. O Google olha a satisfação de quem navega e premia o site que proporcionou o bom uso.

O que você tira de lição a respeito da importância da experiência do usuário para o ranqueamento nos motores de busca? Conta pra gente nos comentários.

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